sábado, 9 de fevereiro de 2013

TCC de Direito, Astronomia, Vida extraterrestre e Insanidade.


Há aproximadamente dois anos, estava em vésperas da escolha de meu tema de TCC, no curso de Direito. Gostaria de falar de algum tema que me agradasse enormemente, e assim não seria insuportavelmente chato escrever sessenta páginas, então decidi, falaria sobre Astronomia. Mas astronomia, em um trabalho de Direito? Como seria possível?

Dois temas me passaram pela mente. Um seria a mudança climática, onde poderia falar sobre o impacto da astronomia na cosmovisão antiga, e as novas perspectivas da humanidade para com o futuro e principalmente com nosso pálido ponto azul, único mundo conhecido onde podemos nos estabelecer.

Outro tema que poderia envolver a astronomia e suas cifras, abrindo-me possibilidade de falar das galáxias, estrelas, o Hubble Ultra Deep Field, e relacionado ao direito seria uma legislação internacional que tratasse da possibilidade de contato com civilizações extraterrestres. Teria uma série de problemas com material de referencias, além da dificuldade de encontrar os dispositivos na legislação internacional. Então, comecei a sondar possível bibliografia, e envie emails para a ONU, o Fórum Econômico Mundial, e algumas outras entidades que poderiam responder tal dúvida.

Depois de um tempo, sem receber qualquer resposta dos emails enviados, e sem qualquer bibliografia do tema, optei pelo tema da mudança climática, e consegui falar enormemente sobre a astronomia, com espaço para escrever sobre biologia, origem da vida, números do cosmos, etc. Outra motivação que me fez optar seria a reação de colegas e professores diante do tema, com certeza pensariam que eu seria completamente insano.

Fiz o TCC sobre a mudança climática, tudo correu muito bem, e depois de alguns meses recebi respostas dos emails enviados, sendo esta resposta uma negativa da existência de resoluções ou legislação de qualquer tipo na ocorrência de contato com outras civilizações.

E não é que para minha surpresa, no Fórum Mundial de Davos deste ano foi sugerida em sua agenda a discussão de possíveis políticas para a descoberta de vida extraterrestre? E o contato com essas civilizações? Hehehe. Fiquei feliz, pelo menos porque sei que não estava tão louco assim...

Notícias sobre o Fórum podem ser vistas no link abaixo, em espanhol:
http://www.urgente24.com/210231-sorpresa-extraterrestres-en-davos

Antes de achar que sou um fanático místico por ufologia, leia esta publicação:
http://osentidodonada.blogspot.com.br/2012/07/ets-seti-esferas-de-dyson-e-hubble.html

Brinde: Quando debatia com minha orientadora sobre meus temas, falei de minha paixão pela astronomia, e como pretendia relacioná-la no trabalho. Eis que a professora me diz: "-Mas como você vai falar de signos em um trabalho acadêmico?!". Revirando-me de desgosto e com sede de sangue na boca, expliquei a diferença entre astronomia e astrologia. Sei que essa confusão é comum, mas achei que entre professores universitários ela não existisse.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Magnetosfera, Apedeutas, Auroras polares austrais saturninas, Vento Solar, Fotos Fake e o Hubble.

Incrível como a ignorância de uns pode irritar outrem. Principalmente quando essa ignorância vem aliada de um ceticismo estúpido, preguiça e elevado grau de certeza equivocada do maldito apedeuta afirmador. 

Não que ache o ceticismo algo ruim, muito pelo contrário. Acredito que o ceticismo é uma fantástica característica pessoal, que não só nos permite descobrir sobre o mundo natural, agindo também como fator de proteção contra espertalhões que utilizam de sua má-fé e mentiras para obter vantagem para si. Uma mínima dose de ceticismo pode proteger alguém de realizar uma compra de um veículo com vários problemas mecânicos, ou ainda ser vítima de golpes de estelionatários, evitando assim enormes prejuízos. 

E a preguiça? A preguiça geralmente é sempre prejudicial, impedindo a tomada de atos muitas vezes necessários. Mas não vou condenar os preguiçosos não. Mesmo com estes contras, a preguiça já se transformou até em modo de levar a vida, nomeada procrastinação, da qual devo admitir ser um grande fã e fiel adepto. Mesmo que a preguiça seja considerada um pecado capital pela maior instituição religiosa da sociedade ocidental, devo dizer que não dou a mínima para leis morais escritas por tribos bárbaras judaicas da idade do bronze ou eremitas da idade média. Sigo a moralidade atual, que apesar de baseada naquela, teve grandes evoluções nas épocas modernas, e muitas vezes, minha própria moralidade. 

Bem, o motivo da irritação profunda foram comentários afirmando ser “Fake” (Montagem, manipulação, mentira) uma foto que mostrava uma aurora no planeta Saturno, imagem esta feita pelo espectrógrafo do telescópio Hubble, em frequência de luz ultravioleta, em 28 de Janeiro de 2004. A imagem é a que segue:


Posso especular as motivações que levam os pobres néscios a afirmar, com tamanha convicção, que uma foto desta seja falsa. O próprio aspecto da aurora, a definição da imagem e tamanho do planeta, o fundo onde faltam as estrelas, etc. Mas isso é apenas reflexo de desconhecimento dos fenômenos naturais e tecnologias utilizadas para obtenção de tal imagem. Ao invés de absorver a irritação, e talvez no futuro me tornar o protagonista de “Um dia de fúria” ou de “God Bless America”, resolvi transformar minha indignação com a tolice alheia em algo mais proveitoso, uma breve explicação dos fenômenos naturais, à luz do entendimento atual da ciência. Não adentrarei nos aspectos fotográficos, em decorrência de minha natureza procrastinadora, e também serei o mais breve possível. 

A aurora polar é um fenômeno óptico composto de um brilho observado nos céus noturnos nas regiões polares, em decorrência do impacto de partículas de vento solar e a poeira espacial encontrada na via láctea com a alta atmosfera da Terra, canalizadas pelo campo magnético terrestre. O fenômeno não é exclusivo somente à Terra, sendo também observável em outros planetas do sistema solar como Júpiter, Saturno, Marte e Vênus. A aurora polar terrestre é causada por elétrons de energia de 1 a 15 keV, além de prótons e partículas alfa, sendo que a luz é produzida quando eles colidem com átomos da atmosfera do planeta, predominantemente oxigênio e nitrogênio, tipicamente em altitudes entre 80 e 150 km. Cada colisão emite parte da energia da partícula para o átomo que é atingido, um processo de ionização, dissociação e excitação de partículas. 


Quando ocorre ionização, elétrons são despejados do átomo, os quais carregam energia e criam um efeito dominó de ionização em outros átomos. A excitação resulta em emissão, levando o átomo a estados instáveis, sendo que estes emitem luz em frequências específicas enquanto se estabilizam. Enquanto a estabilização do oxigênio leva até um segundo para acontecer, nitrogênio estabiliza-se e emite luz instantaneamente. Tal processo, que é essencial para a formação da ionosfera terrestre, é comparável ao de uma tela de televisão, no qual elétrons atingem uma superfície de fósforo, alterando o nível de energia das moléculas e resultando na emissão de luz. 


Tanto Júpiter quanto Saturno também possuem campos magnéticos muito mais fortes que os terráqueos (Urano, Netuno e Mercúrio também são magnéticos) e ambos possuem grandes cintos de radiação. 

O efeito da aurora polar vem sendo observado em ambos, mais claramente com o telescópio Hubble. Tais auroras parecem ser originadas do vento solar. Por outro lado, as luas de Júpiter, em especial Io, também são fontes poderosas de auroras. Elas são formadas a partir de correntes elétricas pelo campo magnético, geradas pelo mecanismo de dínamo relativo ao movimento entre a rotação do planeta e a translação de sua lua. Particularmente, Io possui vulcões ativos e ionosfera, e suas correntes geram emissão de rádio, que vêm sendo estudadas desde 1955.

Como as terrestres, as auroras de Saturno criam regiões ovais totais ou parciais em torno do polo magnético. Por outro lado, as auroras daquele planeta costumam durar por dias, diferente das terrestres que duram por alguns minutos somente. Evidências mostram que as emissões de luz nas auroras de Saturno contam com a participação da emissão de átomos de hidrogênio. 

Uma aurora foi recentemente detectada em Marte pela sonda espacial Mars Express durante suas observações do planeta em 2004, com resultados publicados no ano seguinte. Marte possui um campo magnético mais fraco que o terrestre, e até então pensava-se que a falta de um campo magnético forte tornaria tal efeito impossível.Foi percebido que o sistema de auroras de Marte é bastante parecido com o da Terra, sendo comparável às nossas tempestades de baixa e média intensidade. Como o planeta está sempre direcionado para o nosso planeta com seu lado diurno, a observação de auroras é somente possível através de espaçonaves investigando o lado noturno do planeta vermelho e nunca a partir da Terra. 

Vênus, que não possui um campo magnético, apresenta também o fenômeno, no qual as partículas da atmosfera são diretamente ionizadas pelos ventos solares, fenômeno também presente na Terra. 

Diante da explicação acima, que resta da possível atribuição de falsidade a uma fotografia de Saturno em que aparece uma aurora? Respondo: Resta o desconhecimento e a preguiça de procurar. 

O Google e Wikipédia facilitam bastante esse trabalho, só resta saber como procurar e checando sempre as referências, além de demais fontes distintas. 

 REFERÊNCIAS

1. http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/hbase/solar/sataur.html 
2. http://www.nasa.gov/mission_pages/cassini/media/cassini-20081112.html 
3. http://www.nasa.gov/mission_pages/cassini/main/index.html 
4. http://pt.wikipedia.org/wiki/Aurora_polar 
5. http://pt.wikipedia.org/wiki/Vento_solar 
6. http://pt.wikipedia.org/wiki/Campo_magn%C3%A9tico_terrestre 
7. http://pt.wikipedia.org/wiki/Magnetosfera

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Quando o segundo sol chegar.... WTF?




Segundo Sol começa a ser registrado em várias partes do Mundo!

Postado por Ton Müller , às quarta-feira, setembro 19, 2012

Não podemos negar que muitas coisas estranhas estão acontecendo ao redor do Mundo, uma delas é a aparição de mais um astro muito luminoso visto no céu pela parte do dia como se fosse um segundo Sol. Menor e discreto ele é visto com mais facilidade por lentes (câmeras fotográficas e filmadoras) já que elas corrigem melhor a densidade de claridade etc.

Meus amigos leitores, sou fotógrafo e sei quando existe efeito na lente, na própria definição de imagem, e no caso do vídeo abaixo estamos vendo algo acontecendo realmente no céu. Claro que logo aparecerão “especialistas” achando alguma explicação, mas estamos em um ponto que poucos aceitam explicações. A melhor das conclusões está acontecendo e você mesmo pode conferir:

Fonte: http://www.verdademundial.org/2012/09/segundo-sol-comeca-ser-registrado-em.html

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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Naves, Anunakis e Nibiru. A fértil imaginação nas imagens do Sol

O satélite solar SOHO é um dos mais importantes telescópios espaciais e o principal responsável pelos estudos mais modernos do Sol. No entanto, é também o que de longe provoca mais a imaginação do público leigo, que vê em suas imagens desde cometas inexistentes até naves espaciais secretas.


É praticamente impossível passar um único dia sem recebermos algum email questionando sobre os "estranhos" pontos e traços que aparecem nas imagens do telescópio solar SOHO. Daria até pra escrever um livro sobre o assunto, quem sabe até uma tese de doutorado tentando explicar o fascínio que essas imagens provocam na imaginação popular.
Não sabemos ao certo como funciona o mecanismo que leva os observadores a acreditar que as partículas cósmicas ou os micro meteoroides que cruzam ou se chocam contra o telescópio são na verdade naves espaciais ou seres extraterrestres. E não adianta responder aos emails explicando sobre a natureza desses objetos. O interessado não acredita. Nunca.
Acreditamos que o maior problema para a compreensão das imagens seja a de o observador não entender que o telescópio SOHO não registra cenas no comprimento de onda visível, mas em seguimentos muito mais energéticos, principalmente o ultravioleta e raios-x e que o Universo está repleto de partículas carregadas com alto nível de energia.

Origem
Essas partículas - os prótons e elétrons - têm sua origem em explosões estelares muito intensas chamadas supernovas, que arremessam as partículas em todas as direções do Universo em velocidades próximas à da luz. Quando essas partículas se chocam contra o elemento sensível do telescópio - o CCD - perdem sua energia, que se espalha em diversos comprimentos de onda entre eles o ultravioleta. O resultado são os pontinhos luminosos que aparecem nas imagens do telescópio.



Por uma dessas coincidências da natureza, eventualmente o telescópio recebe um verdadeiro bombardeio cósmico e diversas partículas atingem áreas adjacentes do sensor ao mesmo tempo. Isso cria uma espécie de borrão formado pelos inúmeros pontos, mas que na visão dos observadores leigos se transforma em naves espaciais ou no hipotético planeta Nibiru.

Micro meteoroides
Outro elemento que causa muita confusão entre o público leigo são os traços que surgem em um único fotograma produzido pelo telescópio. Neste caso, a imaginação fértil faz o leigo acreditar que se trata de cometas ou então de uma nave espacial gigante ou de seu rastro, que está trazendo mais "Anunakis" para o mundo subterrâneo. Ou coisa parecida.
Tentar explicar que esses traços são provavelmente causados por micro meteoroides é pura perda de tempo, mas vamos tentar.
O espaço é um lugar muito perigoso e centenas de micro pedrinhas (os micro meteoroides) cruzam aleatoriamente todos os lugares a todo o momento.
Estima-se que a Estação Espacial Internacional, a ISS, recebe o impacto diário de cerca de 200 micro meteoroides por dia, a maior parte deles com cerca de 1 centésimo do tamanho de um grão de areia. Se a ISS tivesse uma câmera fixa similar a do SOHO apontada para o espaço, produziria traços muito semelhantes.
No caso do SOHO, os micro meteoroides vistos cruzando a imagem não estão a milhares de km de distância do CCD. Quando passam bem perto, o suficiente para refletirem a luz do Sol, são interpretados pelo CCD como um traço brilhante e fino, que pode vir de qualquer direção do espaço.
Diferente das partículas carregadas, que com raríssimas exceções nunca aparecem em dois fotogramas sucessivos, os micro meteoroides podem aparecem em dois frames com intervalos máximos de 10 minutos, dependendo da distância ao telescópio e do ângulo da luz incidente. Mesmo assim, também são casos raros.

Nota Importante
Entendemos que muitas pessoas têm suas crenças e convicções e temos profundo respeito por isso. Também sabemos que não será um artigo como esse que fará essas pessoas mudarem seus pontos de vista sobre este assunto. No entanto, cabe a nós, por sermos um portal científico, explicar esse e outros fenômenos da forma como eles realmente são e não da forma como gostaríamos que fossem, apesar de muitas vezes serem até mais interessantes.
Leia também: Artefatos: Os pontos misteriosos nas imagens do telescópio Soho


Artes: No topo, uma série de artefatos artificiais e naturais pode ser vistos em imagem do telescópio solar SOHO. Acima, comutação entre duas imagens consecutivas com 12 minutos de intervalo entre cada uma, registrada no dia 5 de setembro de 2012. Repare a enorme quantidade de partículas carregadas que cruzam o CCD e a presença de diversos micro meteoroides cruzando o campo de visão do coronógrafo. Crédito: NASA, ESA, Apolo11.com.


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Link:

http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Naves_Anunakis_e_Nibiru._A_fertil_imaginacao_nas_imagens_do_Sol&posic=dat_20120905-095625.inc


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Exu não pode?





STELA GUEDES CAPUTO
Recentemente, um jornal carioca destacou o caso da professora proibida de usar o livro "Lendas de Exu" em uma escola municipal. A professora é umbandista e a diretora da escola é evangélica. É cada vez mais comum que professores e alunos de candomblé ou umbanda sejam discriminados nas escolas. A pergunta é: por que Jesus pode estar em um livro para o ensino religioso católico, destinado à rede pública, e Exu não pode? Exu não entra na escola porque este país é racista, e o racismo está presente na escola. Acredito também que atravessamos uma fase de avanço conservador na educação pública. A manutenção da oferta do ensino religioso na Constituição de 88, a aprovação deste como confessional no Rio, os livros didáticos católicos, a Concordata Brasil-Vaticano, são vitórias silenciosas que ampliam e legitimam as circunstâncias necessárias para discriminações como essa.
A mãe-de-santo Beata de Yemanjá diz: "Pensam que o Brasil é uma coisa só e nos discriminam. Isso é racismo." Para o pesquisador Antônio Sérgio Guimarães, o racismo brasileiro é heterofóbico, a negação absoluta das diferenças implicando um ideal, explícito ou não, de homogeneidade (ou uma coisa só, como diz Beata).
Quando uma escola proíbe um livro de lendas africanas ela discrimina culturas afrodescendentes. Exu é negro. Um poderoso e imenso orixá negro. É o orixá mais próximo dos seres humanos porque representa a vontade, o desejo, a sexualidade, a dúvida. Por que esses sentimentos não são bem-vindos na escola? Porque a Igreja católica tratou de associá-lo ao seu diabo e muitas escolas incorporam essa lógica conservadora, moralista e racista. O Exu proibido afirma que este país tem negros com diferentes culturas que, se entendidas como modos de vida, podem incluir diferentes modos de ver, crer, não crer, sentir, entender e explicar a vida. Positivo foi que muitos professores e professoras criticaram o ocorrido, o que mostra que também a escola não é "uma coisa só". É nas suas tensões cotidianas que devemos lutar contra o racismo.
As culturas com suas religiões fazem parte do ensino de História da África. Como é que vai ser? Pais e professores arrancarão as páginas desses livros? Ou eles já serão confeccionados mutilados pelo racismo? Respondo com a saudação ao orixá excluído da escola: Laro oyê Exu! Para que ele traga mais confusão e com ela, o movimento, a comunicação, a transformação onde reina.
Stela Guedes Caputo é professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Não, não estou praticando proselitismo de um ou outro credo religioso. Apenas apontando um problema que tem aparecido com frequência no cenário nacional. A imposição da fé, que geralmente parte dos grupos evangélicos, e em alguns casos, utilizando de violência física. Até quando a religião vai ser motivo de discórdia entres as pessoas?


"Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace"

 John Lennon